eu me privei de escrever por uns tempos. tentar colocar as coisas pra fora numa promessa tardia de que ficariam macias o bastante pra fluir.
bem, a real, de tempos em tempos me deparo com a falta de chão. falta de tesão.
eu chamo de vazio também.
pós coração partido, na idade adulta, só me resta reaprender a sofrer. sinceridade com as dores no ombro, nos músculos rígidos e no suco gástrico.
é, minha mão sempre foi gelada, ainda acho estranho as pessoas continuarem se surpreendendo. sim, senta aqui, passa sua mão na minha. tenta aquecer. eu gosto também.
esse post marcando transições
ouvir house jurando que vai virar aquele groove de negão, mas não vira não, te engana e continua no bate estaca. e, basicamente, esse é o charme do house né? uma ilusão constante que alcança uns níveis de agonia. beira a um tipo de prazer sádico.
destila um sofrimento que não aproxima corpos
mantém a neutra aura do frito individuo
house, WHY SO ASSIM?
meu lugar é outro.
a voz de alguém quando vem do coração